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Ataíde Lemos
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               A população e o Meio Ambiente em alerta 

     Hoje quando assistimos um programa de TV relacionado a saúde é sempre recomendações; deve se comer isso, aquilo, alimentação deve ser contrabalanceada, tem que comer mais frutas, evitar as gorduras, carne disto é bom, daquilo deve evitar. Enfim, são tantas recomendações que ficamos a indagar: então não podemos comer nada! Ou então, o que devemos comer? 

     Ai fico a refletir; o povo antigo comia de tudo, gordura animal em excesso como de porco, vaca. Não havia dietas disto ou daquilo e boa parte vivia muitos anos em plena saúde. 

     Alguns profissionais da saúde insistem em dizer que hoje a média do brasileiro aumentou. Bem, quanto a esta afirmação poderíamos dizer que, se ela aumentou também se deve ao avanço da medicina, a nova tecnologia aplicada na área de saúde, uma maior educação da população, o avanço da medicina preventiva. Enfim, tudo isto também contribuiu para este avanço a para esta melhoria na qualidade de vida da população. 

     Pois bem, neste meu artigo quero falar sobre a alimentação a partir de algumas conversas com pessoas que tem sua vida rural, isto, pessoas de origem do campo. O que elas pensam sobre a alimentação e porque ela (alimentação) anda sendo tão difundida na linguagem dos profissionais da saúde em relação a malefícios que produzem ao homem. 

     Infelizmente o mercado é perverso, e as empresas estão a todo tempo produzindo medicamentos, herbicidas, inseticidas para serem usados nas lavouras. Hoje, o mercado já percebeu que o consumidor compra pelos olhos, isto é, pela aparência do produto, e esta qualidade nos alimentos somente ocorre em produtos que são colocados nas culturas agrícolas desde o plantio, o desenvolvimento e por fim, no cultivo e armazenamento da lavoura.. 

     Por outro lado, vemos que o agricultor visando economizar mão de obra, devido ao custo, acaba com consumir produtos extremamente tóxicos e nocivos a saúde humana e ao meio ambiente. Tudo isto para obter mais lucro, ou mesmo ter menos prejuízo financeiro e ainda enganar o consumidor com alimentos belos por fora, porem venenosos por dentro. 

     Conversando com um produtor de café, ele me dizia que há determinados herbicidas, inseticidas que uma vez pulverizado, a lavoura de café é preciso ficar por 30 a 40 dias sem a presença humana, pois, pode intoxicar o homem. Ainda relatava que onde estes produtos são colocados matam os pássaros, animais silvestres que por lá estiverem e que por ventura circularem nas proximidades. É comum encontrar pássaros, animais mortos nestas lavouras. Este produtor comentava sobre a lavoura de café, imaginamos s outras culturas agrícolas? 

     Evidentemente temos que nos preocupar com o que anda ocorrendo no mundo agrícola, no mercado agrícola. No interesse comercial do mercado agropecuário; na necessidade de diminuir custo dos proprietários rurais com pessoal; no interesse em maiores lucros dos agricultores e por fim na busca em se comprar alimentos com mais apresentação estética pelo consumidor, estamos consumindo veneno. 

     Finalizo deixando uma reflexão; a partir do que estamos ouvindo das pessoas que são do campo e conhecem a realidade que estão vivendo precisamos sim, preocupar com a alimentação a qual estamos ingerindo, não tão somente pelo balanceamento, mas com o que de fato estamos ingerindo no organismo. 

     As entidades que defendem o Meio Ambiente precisam estar alerta sob o ponto de vista da flora, da fauna que estão sendo destruídas e não está sendo apercebida através da quantidades de produtos tóxicos que estão sendo lançados nas lavouras atingindo em cheio os mananciais e fecundando o solo, contaminando-o.

Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 15/11/2006
Alterado em 15/11/2006


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