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Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
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                              Parábola do Rico e o Pobre 
 
     Quem já não ouviu tal frase: “Nem se Jesus descer...”. Pois bem, certamente esta expressão é tirada da passagem do evangelho do Rico e o Pobre (Lázaro). 
 
     Nesta passagem evangélica Jesus deixa claro que não há interlocução entre os mortos e os vivos, ou melhor, entre os que estão na eternidade com aqueles que ainda caminham nesta terra. Jesus deixa claro que tudo o que se podia ser feito para que o homem encontre a salvação já foi feito. Se na escritura Jesus ressalta que nós temos a Bíblia e os profetas para nos conduzir a santidade, a partir dele temos o mais importante que é o próprio Deus que se encarnou e morou entre nós, fazendo-nos conhecer e entender as escrituras. Ainda nos deixou seu corpo e sangue para que sejamos alimentados do pão verdadeiro que santifica o corpo e sustenta o Espírito. Enfim, temos uma condição privilegiada do que aqueles que viveram antes de Jesus ter vindo morar conosco.
 
     A salvação está ao nosso alcance sem a necessidade de sermos socorridos por aqueles já partiram, afim de que venham nos revelar o que está além da vida terrena. A salvação é uma conquista que ocorre através de uma vida na busca da santidade, porém observando as clausulas da aliança de Deus conosco. 
 
     Deus não é contra a prosperidade do homem, em relação aos bens materiais. Afinal, ele ao criar o mundo deu ao homem para que crescesse e multiplicasse, passagem esta que se pode também ser interpretada como crescer nos bens materiais, no entanto, na mesma proporção deve prosperar e crescer no Amor, ou seja, na medida que Deus lhe concede riquezas estas que devem ser partilhadas com seus irmãos mais pobres e também que a riqueza não leve o homem ao egoísmo, a ganância e a segregação por meio do preconceito que a riqueza promove como, por exemplo, a distancia social, cultural entre irmãos. 
 
     O evangelho não deixa duvidas de que o rico não se importava com o Lázaro, haja vista que se ele importasse Lázaro não estava na condição a qual se encontrava. 
 
     Esta mensagem evangélica é um dialogo de três pessoas e dirigida de maneira particular a cada um, no entanto, também precisa ser entendida num sentido coletivo, isto é, nós enquanto sociedade, enquanto cristãos e cidadãos não podemos permitir, segundo a Palavra, que nossos dirigentes agem como o rico, a partir do momento que temos em nossas mãos os destinos de nosso País, pois ao agirmos assim, transferimos para nós o comportamento do rico quando através do voto elegemos pessoas que explorem a sociedade por meio de corrupção, pois ela tira a comida, a saúde, a dignidade do pobre promovendo as mazelas que tende a pender sobre os mais fracos. 
 
     Em suma, a Palavra de Deus não é para ser vivida de maneira individual ou dentro dos templos e no âmbito familiar ou ainda de forma comunitária tão somente, mas deve ser vivida em nossas atitudes como cidadãos, pois nossos atos de cidadania refletem em todos. Portanto, a única ideologia que deve suprir todas é a cristã e de filhos de Deus. Ela sim, deve guiar nossa vida para que realmente não agimos como o rico e vamos pedir clemência e misericórdia após nossa partida aos que ficarão. Pois a Palavra de Deus é Revelação e quanto à comunicação entre os que se foram e os que permanecem aqui está clara na parábola entre o rico e o pobre. 
Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 26/09/2010
Alterado em 26/09/2010


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