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Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
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               A vida humana tem limites e tudo passa 

     Às vezes me pego a pensar e fico de certa forma triste ou reflectivo. Determinadas pessoas acreditam ser eternas, pensando ser imortais e assim, cometem atrocidades fazendo mil desgraças na humanidade achando que seus feitos permanecerão eternamente. 

     As pessoas passam e a vida continua, estamos num eterno metabolismo existencial, isto é, uns vão outros vem e tudo que se constrói hoje amanha passou e transformou. São mentalidades novas, são novos descobrimentos; são novos conceitos gerados e assim, de certa forma nada se eterniza. 

     Vemos ao longo da história quantos lideres mundiais que tinham ideologias completamente desavenças ao seu tempo, promoveram guerras; segregações entre povos foram verdadeiros ilusicionistas levando ao massacre milhares e milhares de povos; dividindo o país e que por fim morreram, e tudo voltou ao normal entre seus povos, e hoje estes ( personagens ) são vistos com total indiferença. 

     Há mil maneiras de permanecer na historia, sem precisar ser grande revolucionário; sem a necessidade de levar tantos povos a morte; tantas nações a se lutarem contra si e contra o mundo. 

     Na historia da humanidade temos vários grandes personagens que permanecem eternamente por séculos e séculos. Seus pensamentos permanecem vivos e sempre lembrados não por agredirem a humanidade, mas por serem personagens que lutaram pela paz, trouxeram novos conhecimentos filosóficos; e seus feitos embora muitas vezes sendo centenários são atuais e muito usufruídos para estudo. 

     O homem que sonha em permanecer na historia deve buscar não pelo meio de ideologias de morte, por atos de extrema loucura em sua vida, mas pela sua capacidade de amor pela humanidade, pelos seus feitos em prol a vida; pelas sua capacidade intelectual; pela sua capacidade de descobrir ou inventar curas para determinadas doenças; pela sua contribuição ao crescimento e desenvolvimento da humanidade num todo. 

     Não somos ninguém, mais cedo ou mais tarde deparamos com a morte e muitas vezes todas as divisões que se causam, todas as atrocidades praticadas de nada valem. Vemos isto muito claro em grandes lideres mundiais de um passado recente que extrapolaram a razão, cometeram verdadeiros holocaustos, dividiram seus países, criaram conflitos internacionais, exploram seus povos ficando bilionários e quais foram seus fins? Uns morreram sem jamais terem sido encontrados; outros ficaram loucos; outros ainda ficaram pobres e sentaram nos bancos dos réus; e ainda aqueles que sumiram da história de maneira trágica. 

     Agora o caso recente de Fidel Castro, um homem que como muitos tentou permanecer na história através das armas, revoluções, autoritarismo, mortes. Se manteve no poder por varias décadas, oprimiu seu povo, não deixou que seu país desenvolvesse e por fim, chegou o tempo dele doente, com câncer vai morrer e seu país é apenas uma questão de tempo voltará a liberdade novamente. 

     Mais uma vez podemos ver que nada é eterno e de repente tudo o que fez, todo o sangue jorrado que lavou aquele país para ele não serviu de nada, pois é um humano como qualquer outro, tem um tempo limitado na terra e logo a democracia voltará a reinar novamente na ilha. Ele morre e fica como mais um vilão da humanidade.
Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 05/08/2006
Alterado em 08/05/2008


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