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Ataíde Lemos
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                              As políticas afirmativas para cotas 
 
           
As políticas afirmativas para cotas 
 
           
Sempre estou a escrever sobre a questão das políticas afirmativas em relação a Educação. Políticas estas, onde o governo insiste em fazer na educação; criar um sistema de cotas para negros com o argumento de que se deva promover a inclusão destes. O discurso é sempre o mesmo, isto é, reparar o passado em relação aos negros e promover a justiça social. A reflexão que coloco é a seguinte: o que o negro tem de intelecto em relação ao branco? Uma política desta, em tese, cria varias indagações que vai contra os brancos e contra os próprios negros. Vejamos; a partir do momento que se privilegia um negro de nota menor que a do branco teoricamente está se dizendo que ele tem um QI menor. Ainda que inconscientemente está se afirmando que ele precisa ser privilegiado – um absurdo pensar assim. Deixo uma pergunta: o ensino público dado as duas raças não são iguais? Este é um ponto. Segundo; o Estado faz o negro sentir-se menor, pois ainda que muitos procuram negar tal situação provoca uma baixa auto-estima. O negro vai se sentir privilegiado no sentido negativo, dirá sempre para si mesmo que está numa universidade por ser negro, isto provoca ainda mais um sentimento de inferioridade. A terceira questão é que, tais políticas aumentam o preconceito e acirramento entre brancos e negros, ainda que os favoráveis as políticas afirmativas sobre cotas afirmam que estes são argumentos dos que são contra, até mesmo, dizendo que os contrários a política de cotas são preconceituosos.
 
           Hoje, pelo que observamos, a questão da discriminação racial – que sabemos ainda existir – não se deve pela falta de políticas públicas desiguais na área da educação entre raças, etnias, mas sim é uma questão cultural que somente pode ser resolvida por meio da própria educação, e não por meio de privilégios entre raças e etnias, ainda que muitas injustiças foram feitas no passado. Mesmo que se procure negar tais políticas afirmativas são um meio de agradar aqueles que de certa forma sentem-se discriminados pela cor da pele. Enfim, o governo usa destes artifícios para conquistar a simpatia de parte da sociedade com objetivos eleitoreiros.
 
            Ao falar com amigos negros sobre a questão das cotas no ensino, a maioria deles dizem ser contrários a tais políticas. Dizem que não querem ingressar num ensino superior devido à cor de sua pele, mas exigem uma educação pública de qualidade para que possam competir de igual para igual com todos, também são favoráveis a política de inserção das classes menos favorecidas já que o pobre continua sendo excluído da mesma maneira. Enfim, já começamos a sentir o efeito destas políticas em suas auto-estimas. Ainda que o governo insiste em mostrar as estatitiscas de um numero maior de negros nas universidades percebemos que não diminuiu o racismo.

 
            O que se precisa, é mudar a política das universidades públicas, onde os de classes mais elevadas ingressam nelas e os pobres estudam em universidades privadas. Não serão com políticas afirmativas, mas com melhor qualidade na educação de base, fundamental e no ensino médio da rede publica que se irá garantir o direito a todos ao Ensino Superior.

 
            Acredito que uma política pública transitória enquanto se melhora o ensino público que previlegiaria as classes menos favorecidas seria a criação de cursos pré-vestibulares públicos. Estes cursos dariam melhor formação para aqueles que vem das escolas públicas e assim, todos teriam as mesmas oportunidades no momento de prestar o vestibular. Certamente, esta política pública transitória é mais justa e coloca condições iguais para todos, privilegiando o conhecimento sem ser discriminatória e preconceituosa
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Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 20/04/2009
Alterado em 17/11/2009
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