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Ataíde Lemos
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     Reinserção Social

     Durante anos venho acompanhando pessoas que fizeram tratamentos através de nossa entidade e é sobre este assunto que gostaria de abordar.
O que podemos observar são casos bem interessantes onde vários não conseguem manter a abstinência de maneira efetiva, porém, tem quadros bem satisfatórios em relação anteriormente ao tratamento.
Poderíamos enumerar alguns destes fatos positivos: 

     1. Embora vários que passam pelo tratamento não mantenham a seqüência da abstinência, uma grande parte espaçaram consideravelmente as recaídas. 

     2. As recaídas acontecem de forma mais branda e por poucos dias, isto é, duram menos dias e com menor quantidade de drogas. 

     3. A maioria dos usuários mesmo com recaídas são dependentes conscientes de sua dependência. 

     4. A grande parte destes teve uma melhora substancial psicológica e acentuada. Assumem a dimensão da doença e também suas recaídas. 

     Por outro lado podemos observar também que, aqueles os quais não prosperam na sobriedade é devido não seguirem certas regras básicas da sobriedade ou mesmo não adequarem a uma nova filosofia de vida. Vários dos que recaem é porque não seguem orientações dada quando estão em tratamento como: participar de grupos de apoio; há afastamento da espiritualidade participativa, isto é, vão deixando de lado a experiência espiritual ou ainda mantem uma vida de ociosidade. Quando seguem algumas orientações é não deixar o tempo ocioso, que é muito pouco. 

     Acredito que o fator principal em muitos terem quadro melhor após o tratamento é todo trabalho realizado na entidade, pois, durante a estadia no centro de tratamento recebem atenção, carinho, acolhimento tendo a oportunidade de trabalhar de maneira especifica o emocional. São informados e conscientizados sobre a doença a qual adquiriram e por fim, há todo um período de reeducação em todos os sentidos. 

     Os Centros de Tratamentos (C.T.) poderiam colaborar mais para que aqueles que passam por este tipo de tratamento não recaíssem caso fosse investido mais a reinsserção social dando maior estrutura e apoio, isto seria através de um processo de reinserção mais dirigida. 

     O que observamos é que, o recuperando quando passa um bom período na instituição trabalha o emocional, se conscientiza, cria elos de amizade, afetividades com a instituição e quando saem ficam desamparados e desprotegidos numa realidade totalmente adverso da qual viveu dentro da entidade. 

     Quando alguém deixa o tratamento e é acompanhado, dirigido na reinserção social com pouco tempo consegue uma readaptação para seguir sua vida e assim se manter sóbrio. É fundamental uma assistência aos recuperando na ressocialização.


Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 08/02/2006
Alterado em 26/03/2006


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