Ataíde Lemos

Palavras, uma viagem pelos sentimentos.

Diário
17/02/2010 07h38
Como surge a dependência química
     Como surge a dependência química? Ela surge de maneira sorrateira como uma poeira que vai infiltrando e lentamente tomando conta de tudo que encontra pelo caminho. No entanto, é só percebido quando nada mais se enxerga devido a poeira. 

     Assim também acontece com a dependência química; a pessoa faz uso hoje não percebe nada, amanhã novamente e assim sucessivamente, sem se dar conta que pouco a pouco está mudando seu comportamento interpessoal. Está mudando seu relacionamento com as pessoas e que seu organismo está se adaptando ao uso de determinada droga.. No entanto, como esta mudança ocorre paulatinamente o usuário não se dá conta que ele está passando de um usuário esporádico para um habitual a por fim, há um dependente químico. 

     O usuário começa a perceber que adquiriu a doença da dependência química quando vê que seus amigos do passado já não existem mais. Quando ao levantar sente necessidade de buscar droga, necessidade de uma bebida alcoólica. Percebe que está dependente quando experimenta ficar uns dias sem drogar-se ou alcoolizar-se e sente tremores pelo corpo, fissuras, dores, etc. A pessoa começa a sentir que está dependente quando percebe as perdas sociais que estão ocorrendo. 

     No entanto, quando ele se dá conta do que a droga, o álcool está lhe proporcionando em sua vida tanto no sistema biológico, emocional e também social inicia, então, as paradas estratégicas, ou seja, sempre quando a droga, o álcool está lhe fazendo mal dá uma parada por uma semana, um mês, enfim, até seu organismo recuperar-se. Porém, com o passar do tempo, se dá conta que não resolve ficar parando, sentindo que é preciso tomar uma posição que é deixar definitivamente as drogas devido as perdas que está ocorrendo consecutivamente.

     Pois bem, alguns por vontade própria decidem parar e acabam obtendo êxito. Por isto, ser muito comum o jargão “basta ter vergonha na cara para deixar as drogas ou a bebida”. Porém, é preciso entender que cada pessoa é uma. Cada um tem sua estrutura física e psicológica diferente. Cada um seu histórico de vida. Enfim cada Ser humano é subjetivo, ilustraria com um exemplo: há pessoas que se acometem de gripes e resfriados e não necessitam tomar medicamento, outros pelo contrário, chega a internar-se devido um resfriado. Portanto, dependência química não foge a regra, ou seja, há alguns que conseguem sair por si, já há outros que necessitam de tratamento especial seja por meio de ajuda de profissionais da área, seja por meio de grupo de mutua ajuda ou ainda, seja através de uma internação numa comunidade terapêutica ou mesmo numa clinica a base de terapia medicamentosa. 

     De um modo geral, grande parte da sociedade ainda é muito ignorante sobre dependência química e devido a isto, se perseveram alguns mitos sobre o dependente químico e sobre a doença da dependência. No meu modo de pensar, o grande motivo das inúmeras recaídas que há é pela falta de conhecimento tanto da família como da sociedade em saber lidar com o dependente químico após um tratamento. 

     Como qualquer doença grave, por exemplo, uma pessoa que tem problemas cardíacos, ou é diabético ou ainda é hipertenso necessita de cuidados especiais, assim também, é preciso atenção especial para aqueles que deixam as clinicas de tratamento ou que estejam em tratamentos, cuidados estes simples, para uma família que se ama como, por exemplo, dar atenção a esta pessoa, procurar incentivá-lo a construir objetivos de vida. Evitar promover festas onde haja bebidas – pelo menos numa fase inicial. Enfim, são cuidados que não mudam o ritmo da família radicalmente, mas que servem até mesmo para o crescimento, aprofundamento e um melhor relacionamento familiar. 

     Em suma, o surgimento da dependência química é sorrateira e leva tempo para que o dependente tome consciência e procure tratamento, no entanto, o numero de pessoas recuperadas após tratamento seria bem superior aos índices de hoje, se de fato a família, a sociedade também fizesse sua parte quando um ente está ou deixa um tratamento, no caso fazer sua parte é; ser consciente de que a pessoa saiu de um tratamento, porém, não está curada e sua permanência na sobriedade também está ancorado na família.  

Publicado por Ataíde Lemos em 17/02/2010 às 07h38
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29/10/2009 07h40
O desespero das famílias em relação às drogas
          Após o pai de um jovem dependente químico de crack em desabafo, escrever uma carta pública ao saber que seu filho assassinou a namorada, a mídia tem levantado a questão das drogas, pressionando ações do Estado quanto ao tratamento de dependentes químicos desta droga.

           Pois bem, primeiramente é preciso destacar que a questão da dependência química não se resume ao crack, mas também abrange a cocaína, a maconha, o alcoolismo e os psicotrópicos vendidos alienatóriamente nas farmácias , etc, etc. 

            Diante das inúmeras tentativas para conseguir tratar o filho, mas sem êxito, ele questiona a internação voluntária, acreditando que não há como esperar de alguém, que esteja completamente comprometido biológica e psicologicamente com as drogas, as condições psíquicas necessárias para pedir ajuda, procurando assim a internação voluntariamente. 

            Realmente o desespero de ver um filho se matar vagarosamente e também de sentir a família  ir morrendo junto com ele, faz com que queiramos soluções práticas e imediatas ou que nos apeguemos a qualquer situação que possa paralisar ou terminar com tal sofrimento. Há famílias que nem pedem a internação compulsória, mas sim desejam a morte de seus entes para que cesse o sofrimento.

           Para um leigo que vê uma pessoa dependente química no seu estado mais degradante, certamente pode acreditar que uma internação compulsória resolveria o problema. Imagina que uma clínica “tipo prisão”, com profissionais clínicos, psicólogos, terapeutas, pastores, padres, enfim, um tratamento vip, vá resolver o problema das drogas ou então, a família imagina que é melhor um filho preso numa clínica eternamente, que solto usando drogas e sujeito a todas as conseqüências dela.

            No entanto, nós que atuamos muitos anos nesta área, sabemos que mesmo uma internação compulsória não vai fazer com que a pessoa vença as drogas. A grande maioria das entidades sejam elas clínicas ou comunidades terapêuticas, não internam compulsoriamente, por entenderem que não resolve. Não há como forçar uma pessoa deixar as drogas de maneira externa. O grande exemplo que a internação compulsória não funciona, é que a grande maioria das pessoas que procuram espontaneamente tratamento, menos de 10% ficam nas instituições e praticamente quase todos os 90% retornam às drogas. Portanto, a internação compulsória é mais uma manifestação do desespero em que se encontram as famílias pela ausência do Estado e pelas  conseqüências da dependência química.

          O que o governo poderia fazer e não faz é ajudar as famílias, criando e estimulando centros de auto-ajuda e clínicas com profissionais para dar apoio, amparando as famílias carentes de dependentes químicos, custeando parcialmente com diárias as entidades, caso o dependente decida por  ser tratado. Em suma, o que o governo de fato precisa fazer é assumir o tratamento daqueles que o buscam, não fazendo apenas demagogia com um caso tão sério de saúde pública como são as drogas.

Ataíde Lemos
Autor dos Livros: Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família;
O Amor Vence as Drogas
 
Revisão texto: Vera Lucia Cardoso

 

Publicado por Ataíde Lemos em 29/10/2009 às 07h40
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27/10/2009 18h34
Drogas: Um Descaso da Sociedade e do Estado

     
        Diante de tragédias relacionadas às drogas como assassinatos e suicídios de pessoas que possuem um certo destaque no cenário nacional, ressurgem as discussões sobre dependência química. Sobre o que não se faz e o que precisa ser feito.
 
         Infelizmente, muitos estão morrendo vítimas das drogas e parece que pouco se tem feito. Temos visto pessoas que desesperadamente tomam atitudes extremas e absurdas, como acorrentar o filho, ou então fazer celas na própria casa para que o filho não se drogue.

          Em todos os casos, o que sempre podemos observar na fala destes familiares desesperados, é a inércia e a ausência do Estado. Pessoas que estão à deriva sem ter a quem recorrer.

         Como alguém que trabalha na área de dependência química, conheço bem a realidade dessas famílias, como também conheço a omissão do Estado. As entidades terapêuticas estão tão abandonadas quanto as famílias. Não há acompanhamento, não há ajuda financeira, enfim, as entidades que atuam nesta área, sofrem os mesmos abandonos e descasos. Por isso, muitas vezes não conseguem dar ao dependente químico nem o mínimo do tratamento exigido. 

         A grande maioria das Comunidades Terapêuticas (CTs), não possuem terapeutas ocupacionais e psicólogos – profissionais básicos nesse tipo de tratamento – a necessidade de pessoal é suprida apenas por recuperandos, que já se encontram em uma fase mais adiantada dentro do tratamento na instituição, mas que sobrevivem das migalhas que recebem como doações, sejam elas vindas dos familiares de alguns recuperandos ou de pessoas de boa vontade. Enfim, as CTs apenas fazem tratamentos paliativos, recorrendo à espiritualidade e à fé. Isto é, entregando tanto a entidade quanto o recuperando nas Mãos de Deus para conseguirem vencer a dependência.

         É comum se criticarem as CTs por fazerem uso da espiritualidade com seus recuperandos, mas deixo algumas perguntas em aberto: como não recorrer à espiritualidade, num País que não está nem aí para o tratamento de dependentes químicos? Que não faz nada para que as entidades possam dar um tratamento adequado e digno aos seus recuperandos? Como as entidades (CTs) podem dar melhor qualidade de tratamento, se não têm recursos financeiros nem para manter profissionais de saúde e nem mesmo para dar suporte aos voluntários desta área? 

         Enfim, é complicado imaginar uma mudança no quadro de violência ou de saúde, quando o assunto é drogas, pois o Estado sempre que faz alguma coisa, faz mal ou pela metade, isso quando também não está ausente.

          Infelizmente, o quadro de desespero de pais que têm filhos dependentes químicos como também dos absurdos que cometem, não vão ter um fim imediato, pelo contrário, cada vez aumentará mais, pois cada dia aumenta o número de dependentes químicos e diminui o de entidades destinadas ao tratamento.

          É comum a televisão fazer matérias sensacionalistas com entidades que tratam mal os recuperandos (dependentes químicos) e também sobre algumas entidades de renome nacional, que recebem recursos sejam do Estado ou de grandes empresários ou ainda de entidades do exterior, mas nunca vi matérias feitas nas maiorias das CTs que são pobres, mas sérias e que procuram fazer seus trabalhos mesmo sem ajuda, vivendo no total abandono do Estado. Entidades estas que são na maioria das vezes, acolhedoras dos dependentes que não possuem nenhum recurso financeiro.

          Em suma, é difícil parte da sociedade querer mudar a realidade das drogas e dos dependentes, se a maioria dela (sociedade) não está nem aí ou somente se interessa por este problema, quando passa a vivê-lo em sua própria casa. 

     Ataide Lemos
     Autor dos livros Drogas um vale escuro e grande desafio para familia
     O Amor Vence as Drogas


Publicado por Ataíde Lemos em 27/10/2009 às 18h34
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14/09/2009 17h06
O adolescente, o Estado e as drogas
          A droga surge na vida de alguém de várias maneiras. Na verdade, para muitos vem como uma muleta para suprir ou camuflar algum problema emocional, que muitas vezes a pessoa nem se dá conta que tem. Para outros, vem por uma simples brincadeira, uma diversão ou por uma oportunidade surgida. Enfim, de alguma forma ela vem como um momento de descontração.
            Para alguns, o uso da droga não  proporciona nenhum bem estar, o usuário não faz a tão entusiasmada viagem, pelo contrário, não gosta,  se sente mal e não  mais a procura. Já para outros, a droga proporciona  uma viagem fantástica e essa pessoa passa sempre a recorrer a ela, na tentativa de obter o mesmo prazer da  primeira viagem feita, no entanto, isso não ocorre e assim, essa pessoa vive constantemente nesta busca. 
            Pois bem, esta “viagem maravilhosa” é o primeiro indício de que a pessoa tem uma predisposição ao consumo de drogas, pois na busca de reviver aquele prazer,  a pessoa vai consumindo cada vez mais drogas e seu organismo vai assimilando essa química, tornando-se dependente dela, até ao ponto, que o consumo da droga se torna uma necessidade para o usuário. Sem que ele se dê conta, que está consumindo cada vez mais e mais.
             O grande problema que leva as pessoas a adquirirem a dependência química, está no fato de que normalmente este início – com algumas exceções – se dá no período da adolescência, onde a personalidade ainda se encontra em formação. Onde o adolescente ainda está na fase das descobertas, das afirmações e assim,  este “prazer” proporcionado pela droga, foge ao seu controle.
             É neste sentido que se faz necessário trabalhar a  prevenção na pré e na adolescência. O Programa Educacional  de Resistência às Drogas (PROED) da Polícia Militar, vem nesta direção, isto é, de orientar a criança na sua pré-adolescência promovendo cursos aos alunos da 4ª série primária e agora já iniciando em algumas localidades, com os alunos na fase de adolescência, em alguns projetos, na 6 ª série.
               No entanto, ao sabermos que todo adolescente independentemente de sua classe social ou  condição econômica está inserido no grupo de risco, consideramos que o PROED, ainda que seja um bom projeto, é muito pouco, diante da demanda necessária de prevenção às drogas nesta faixa etária.
              É necessário que o Estado em todos os níveis e esferas de governo tenha a responsabilidade social na criação de projetos, sejam eles na área educacional por meio de disciplinas pedagógicas enfocando a prevenção às drogas ou mesmo projetos na área social,  que levem os pré-adolescentes e adolescentes a estarem preparados para dizer não às drogas.
             Todos os meios que levam ao combate às drogas são necessários e fundamentais, como por exemplo, a repressão, no entanto, de nada vale a repressão se não se trabalha de maneira eficaz a demanda. Se cada vez mais, aumenta o consumo de drogas, mais o tráfico tende a aumentar, ainda que haja o combate a ele.  No entanto é preciso pensar, que quanto mais diminuir a quantidade de drogas no mercado, maior  será o custo dela e assim, maior será o custo social.
            Enfim, ao meu ver, o problema das drogas não é algo impossível de se enfrentar, mas sim, passa por uma questão de vontade política. O que observamos ocorrer é que se trabalha muito a questão imediata, mas não se trabalha tanto em projetos de longo prazo quanto à prevenção. São raros os projetos com  visão de futuro, em geral eles se preocupam mais com o hoje. Talvez projetos de longo prazo não dêm tanto retorno em votos, literalmente são gastos que ficam por debaixo da terra.

          Revisão:
          Vera Lucia Cardoso       

Publicado por Ataíde Lemos em 14/09/2009 às 17h06
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08/09/2009 19h36
Trabalhar prevenção às drogas nas Escolas
     Trabalhar a questão das drogas na Educação, em nível de ensino fundamental e médio, penso que deva ser de formas específicas e direcionadas. Quando abordamos drogas, constatamos que  este tema é muito amplo, que pode abrir leques para várias interpretações ou mesmo inúmeras  brechas para questionamentos contraditórios. 
 
     Uma das abordagens para se trabalhar na escola tal assunto, seria propiciar aos estudantes adolescentes e jovens, do ensino médio, a aprendizagem de como se relacionarem consigo mesmo; a aprenderem a resolver seus conflitos internos; criarem perspectivas de vida saudável, incentivando e motivando-os a correrem atrás de seus projetos. 
 
     Cabe à escola orientar e abrir espaços, fornecendo os meios necessários para que os adolescentes e os jovens, procurem se lapidar e assim terem condições de atingirem seus objetivos, dentro de suas possibilidades.

     Uma sociedade é construída e avaliada pela Educação. As pessoas que recebem uma Educação de qualidade, certamente terão mais senso crítico da vida, atingindo sem dúvida um patamar muito mais elevado de conceito, de valores éticos, morais, espirituais e de cidadania. 

     Segundo esta linha de raciocínio, o trabalho antidrogas deve ser contínuo e a sua abordagem não deve necessariamente  centralizar-se especificamente sobre ele, mas oferecer e proporcionar alternativas de qualidade de vida – e dentro desta qualidade de vida, o aprender a lidar consigo mesmo – e a busca de ideais. 

     Algo fundamental e necessário, seria proporcionar aos adolescentes e jovens o conhecimento de seus limites, sejam eles quais forem – emocionais, físicos ou financeiros – e ao mesmo tempo, passo a passo, ajudá-los a superá-los, para que assim possam conviver com todas as suas características individuais.  Seria importante também, uma orientação psicopedagógica, que os ajudasse a enfrentarem e superarem os fracassos e as limitações.

     A Educação deve quebrar as barreiras do ensino, deve ser uma fonte de conhecimentos intelectuais e ao mesmo tempo, uma fonte de desenvolvimento pessoal e  social de cada ser humano. 

     A partir do momento que o tema "droga" passar a ser trabalhado com muita eficácia, sendo englobado diretamente ou indiretamente em todas as disciplinas curriculares, sendo inserido psicologicamente em cada estudante, automaticamente, estará incutido na formação da própria personalidade do homem, como algo prejudicial e assim teremos os mecanismos de superação que buscamos. 

     Todos os meios usados para que se faça a prevenção às drogas são de fundamental importância. O que precisa ocorrer é uma sintonia entre esses meios. Pouco resolve se convidar palestrantes uma vez a cada seis meses, se o trabalho preventivo se resumir apenas nestas palestras, como meio de prevenção nas escolas. Este tipo de prevenção é apenas uma vertente. 

     Da mesma forma é de grande importância o trabalho que o PROERD faz, promovendo curso nas escolas, mas é importante frisar, que este curso se realiza apenas nas quartas séries e que agora, é que está se iniciando nas sextas séries também. Da mesma forma, este curso realizado pelo PROERD é uma vertente. É importante que haja um cronograma de tais projetos numa grade curricular, fechando um ciclo anual, que venha somar a outros projetos e não tê-los apenas como linhas mestras para trabalhar a prevenção.
 
     É importante ter claro que a questão do uso de drogas é uma questão existencial, isto é, está inserida dentro do ser humano, pois ela (droga) de certa forma, faz com que a pessoa tenha prazer, externe suas sombras. Certamente, discursos contrários não atingem aos jovens, então fundamental é que se proporcione este mesmo prazer através de atividades sadias ou mesmo ajudando, dando subsídios para que as pessoas aprendam a lidar com suas sombras.

     Revisão
     Vera Lucia Cardoso 

Publicado por Ataíde Lemos em 08/09/2009 às 19h36



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