Diário![]() 29/11/2008 08h55
Vencer as drogas é uma travessia
Certa vez o povo de Deus saiu de sua terra e foi para o Egito, com o passar do tempo foram tornando-se escravos, até que Deus através de Moisés conseguiu libertá-los. A libertação foi difícil, somente após varias pragas que o Faraó permitiu a liberdade. Durante mais de 40 anos o povo caminhou no deserto rumo a terra prometida, nesta caminhada eles murmuraram, reclamaram fizeram de tudo contra Deus, mas mesmo assim, Ele manteve fiel a Sua promessa ainda que sobre insultos e zombaria daqueles que estavam sendo libertos. E assim, depois de longo tempo os que foram perseverantes conquistaram a terra tão sonhada e lá construíram seus reinos e ergueram uma nação. Pois bem, o homem na busca da felicidade, na tentativa de vencer suas deficiências, suas carências acaba procurando atalhos, procurando fugas e encontrando nas drogas estas muletas, estas falsas ilusões de felicidade, de suplemento para suas fantasias, etc. Mesmo sabendo que fazer a experiência das drogas é um alto risco, acredita que, com ele nada vai acontecer, pensa que terá o controle da situação. Enfim, acreditam que se outros se tornam dependentes é porque são fracos, etc. No principio ele se “realiza na droga”, curte toda fantasia, encontra nela o alimento para eliminar suas frustrações, a adrenalina para viver fortes emoções. Encontra nela a mentira que resolveu seus problemas de sexualidade. Em suma, a droga o realiza e lhe produz uma sensação tão prazerosa que o próprio corpo gosta, sente-se bem e começa também a querer sentir sempre esta sensação de bem estar. Então, sem se dar conta a pessoa vai sendo conduzida pela droga, vai mudando seu comportamento, seu caráter até transformar-se numa outra pessoa cujo ela já não se governa, mas sim, é governado pela droga. Depois de longos anos fazendo o uso, a droga muda de concepção na vida do usuário, deixa de ser o prazer, a ilusão, a alegria e torna-se um pesadelo, uma angustia e assim o dependente passa de um estado de euforia, de vida e entra num estado de morte física, emocional, social e espiritual totalmente descaracterizado de si mesmo. Encontra-se perdido em sua identidade. Enfim, encontra-se escravo de um remédio que agora se tornou veneno. Alguns conseguem forças e pede socorro para conseguir libertarem-se, outros acabam sendo engolidos por ela. Aqueles que pedem ajuda entram num processo de caminhada para a vida e ai, iniciam através de longo tempo uma peregrinação rumo à terra prometida buscando vencer os desafios das drogas travando uma luta interior entre voltar para a escravidão ou perseverar até vislumbrar a luz desta nova terra. Mas não é fácil ser perseverante, ao mesmo tempo em que existe uma força que a leva seguir em frente, há outra voltada para trás, querendo retorná-lo à escravidão. E assim, nesta travessia o dependente químico trava intensas batalhas consigo mesmo, muitos param no caminho, desistem, retornam. Finalizando, esta passagem bíblica do povo de Israel no deserto que foi de múrmuros, de lutas, de perseverança para conquistar a terra prometida é a mesma que se trava num tratamento de dependência química. Não é fácil, mas é possível, porém exige perseverança, exige reformulação de vida, exige reconstruir a identidade perdida ou fazer uma nova. Administro palestras sobre drogas ( entrar em contato) Ataíde Lemos Escritor e poeta Livros publicados Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família O Amor Vence as Drogas Livro de poesia Palavras Expressão dos Sentimentos Publicado por Ataíde Lemos em 29/11/2008 às 08h55
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Família, Prevenção e Tratamento ás Drogas
Voltando então a prevenção às drogas, é fundamental que os pais procurem primeiramente conhecerem mais sobre esta doença chamada dependência química. Estar atento sobre as conseqüências das drogas no organismo, no psíquico e terem com fundamentos na educação dos filhos. Enquanto crianças, inserir nelas conceitos, valores que certamente irão nutri-los em suas bases estruturais para que quando este (adolescente) estiver na fase das descobertas sintam-se preparadas para este grande desafio. Esta educação será fundamental para que o adolescente saiba fazer as escolhas certas. Os pais precisam ser conscientes que as drogas estão a disposição dos filhos e que, cada vez ela se torna mais acessível à eles, que as drogas para muitos no primeiro momento trará sensações que propiciarão a continuidade do uso. A partir deste risco concreto – o contato com a droga – será formação psicológica do adolescente responsável pela experiência ou não da droga. Há certos valores que somente podem ser repassado pelos pais. Ainda que a sociedade, as instituições privadas e públicas promovam o fortalecimento para resistência as drogas não são tão eficazes quanto a educação recebida no âmbito familiar. É preciso ressaltar, mesmo que os filhos tenham uma formação estruturada, que recebam boa educação em todos os aspectos como espiritual, social, etc. não estão inume de experimentar droga e se tornar um dependente químico. No entanto, a porcentagem se reduz consideravelmente como também o dialogo na busca de tratamento torna-se mais comum quando o dependente tem uma excelente formação educacional dada pelos pais. Ainda que a dependência seja uma doença compulsiva e o dependente ao encontrar-se em estagio avançado o diálogo torna-se mais complicado, não há duvida que, quando os pais conhecem sobre a dependência química a tendência natural é diálogos entre pais e filho (a) ocorrerem. E por fim, quando o dependente recorre ao tratamento se abre mais na busca de ajuda, e assim, o trabalho psicoterapêutico como também a espiritualidade se fluem melhor, como conseqüência o resgate de valores torna-se mais fácil. Enfim, a base da prevenção às drogas está na família a partir de uma educação responsável desde os primeiros anos como também na formação de valores que devem permear o Ser humano.
Ataíde Lemos Faço palestras sobre drogas Autor dos livros Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio Para Família. O Amor Vence as Drogas. Publicado por Ataíde Lemos em 24/11/2008 às 14h12
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Prevenção às drogas exige participação da família
Um dos grandes desafios da família é quando depara com um ente dependente seja ele de álcool ou de outras drogas. É comum as famílias somente procurarem ajuda quando o problema já se encontra complexo, isto é, a família já está doente e o ente está em estagio avançado da doença. O alcoolismo ou dependência química é uma doença, jamais podemos desconsiderar isto, pois quando falamos em doença psicologicamente já passamos a tratá-la como tal, ao contrario do que ocorre enquanto ficamos com a falsa idéia que dependência seja coisa como vagabundagem, defeito de caráter, etc. Ao pensarmos assim, não consideramos a pessoa que se encontra dependente, não procuramos tratamento. Pois bem, a partir do colocado acima, gostaria de levantar uma reflexão. Porque as famílias se desestruturam e deixam que a doença chegue num grau acentuado para procurar ajuda e recorrer a tratamentos? Quando falamos em prevenção às drogas, precisamos levar em conta não somente para que adolescentes e jovens não venham fazer uso de drogas, mas é preciso que a sociedade, as famílias se envolvam em trabalhos de prevenção. Por exemplo, os pais precisam inserir-se nas instituições de ensino participando e cobrando projetos pedagógicos antidrogas como curso, palestras e tantas outras formas de informação e formação dos alunos. Certamente quando os pais, escolas compartilham ações preventivas às drogas, os efeitos positivos são maiores. Outro fator e responsabilidadedos pais está na promoção e participação de tantas outras formas de prevenção às drogas. Há inúmeras entidades que atuam nesta área e que estão aptas para ministrarem palestras, cursos de formação, etc. Enfim, é necessário que os pais se sentem responsáveis nesta luta contra as drogas, não deixando para que as entidades cheguem até eles, pelo contrario, os pais procurem entidades passando a inteirar-se dentro desta realidade. As palavras arrastam, mas testemunhos oculares têm uma forma maior de sensibilização. O mais comum que observamos é a falta de conhecimentos dos pais sobre drogas. Na maioria das entrevistas com familiares de dependentes a pergunta deles é: “O que é que eu faço?”. Tudo isto ocorre por um simples fato; as famílias somente procuram saber sobre drogas, sobre dependência química quando o problema já se instalou em casa e está em estagio avançado. No entanto, quando a dependência atinge este patamar, infelizmente todos da família encontram-se doentes. As famílias, a sociedade precisa ter em mente que dependência é uma doença bio-psico-social e que, uma vez instalada não há cura – há sobriedade. Ocorre a interrupção no uso, mas ela permanece encubada até ser provocada no organismo novamente, isto surge com o retorno do primeiro contato com a droga após ter parado. Outro fato que a família e a sociedade precisam ter consciência é que, são poucos, em média 3% daqueles que procuram tratamento conseguem esta sobriedade segundo Organização Mundial da Saúde (OMS). Enfim, a partir dela (dependência química) instalada no organismo a família do dependente perdeu o controle dele (dependente), e o tratamento, estará condicionado a ele. No entanto, a família que tem um conhecimento profundo sobre o assunto saberá como se posicionar e buscar ajuda para o dependente quanto para ela mesma. Finalizando, é fundamental que a família saia do comodismo; informe-se por todos meios disponíveis como, por exemplo, livros, palestras, curso, etc. Que a família seja parceira de seus filhos atuando junto aos diversos meios da Educação institucional como as escolas cobrando e participação na fomentação de projetos pedagógicos incluindo a prevenção às drogas de maneira sistemática no ensino. Como também participar ativamente nas entidades que atuam nesta área para que assim, possa antecipar uma eventual dependência química de seus entes, e caso isto não seja possível, saber como lidar com o problema. Ministro palestras Escritor e poeta Livros publicados Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família O Amor Vence as Drogas Livro de poesia Palavras Expressão dos Sentimentos Publicado por Ataíde Lemos em 12/11/2008 às 16h35
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Uma Reflexão Sobre as Drogas
Certamente uma longa caminhada onde podemos ter sido protagonistas, autores e expectadores de varias cenas e histórias que rendeu grande aprendizado como também, a certeza de que as drogas é um grande desafio para as famílias e a sociedade de um modo geral. Infelizmente, quando fazemos uma retrospectiva de 10 anos atrás aos dias atuais percebemos que, em relação aos frutos que a sociedade produziu no combate, no desenvolvimento de terapias para minimizar o sofrimento dos que são acometidos da dependência química é quase nula. Observamos que em 10 anos a atuação do poder público em relação a prevenção, ao tratamento é também nula – salvo em alguns estados ou municípios. Observamos que a atuação dos órgãos públicos em relação a prevenção não caminhou quase nada. Enfim, tudo está como há 10 anos atrás. As políticas públicas sociais hoje que visa dar proteção as crianças, apenas mantêm-se no papel. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), bem elaborado em Leis, mas que na prática não tem evitado das crianças viverem nas ruas, ociosas e abandonadas devido grande parte dele (estatuto) encontrar sem aplicação de ordem estrutural em sua implementação. As novas leis vieram para dar mais amparo e proteção às crianças, tirando-os do mercado de trabalho, já que a criança tem direito a educação, brincar, etc. No entanto, o que vemos são adolescentes ociosos e sem perspectivas de futuro pela falta da presença do estado que os deixa jogado nas ruas. Durante estes 10 anos o que pudemos ter observado é o estado por meio da ANVISA, ter colocado normas onde dificultou as entidades que atuam nesta área a desenvolverem suas atividades. Enfim, o estado além de não ter feito quase nada no avanço cientifico sobre drogas, não ter conseguido diminuir a demanda do aumento de usuários, não ter avançado no apoio as instituição que opera no tratamento não dando suporte logístico, de capacitação das entidades tem fiscalizado e pressionado as entidades adequarem suas instalações segundo as normas da ANVISA sem nenhuma contra-partida. Em suma após 10 anos de experiência nesta área, ainda vemos que estamos muito longe da luz do túnel e que, a sociedade caminha para o aumento da demanda. Que a sociedade de um modo geral está desinteressada sobre este tema, embora, mais de 20% sofre direta ou indiretamente com o problema das drogas em seus lares. Enfim, o que analisamos é que estamos atualmente no mesmo patamar de 10 anos atrás, ou melhor, estamos piores, pois temos muito mais usuários e dependentes químicos hoje do que no passado não devido ao aumento da população, mas sim, a demanda do uso de drogas. O único ponto positivo que não podemos deixar de ressaltar é a luta heróica de pessoas que, mesmo lutando contra a adversidade, mantém suas entidades abertas, muitas vezes sem recursos financeiros para atender seus pacientes. Muitos grupos de apoio que permanecem ativos ainda que fazendo reuniões com meia dúzia de pessoas. Pastorais Sociais que mesmo sem apoio dos seus pastores, não perdem o entusiasmo e continuam nesta luta desigual e sem fim. Publicado por Ataíde Lemos em 13/10/2008 às 17h57
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Qual a melhor maneira de tratar um dependente químico
Publicado por Ataíde Lemos em 23/09/2008 às 20h40
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